Eleições de 27 de outubro de 2002, movida por uma inspiração entusiástica pela circunstancia epopéica em que o Brasil atravessava, versei em poucas linhas, a trajetória daquele, ao qual milhões de brasileiros confiança depositaram, almejando uma Pátria modificada......Mas como esse não é o tema de hoje, registro apenas as traçadas linhas com profundo respeito e significativo carinho.
AVANTE MENINO POBRE,
INFLA O PEITO DE EMOÇÃO
PERMEIA AGORA SEU CAMINHO,
CONQUISTADO COM SOFREGUIDÃO.
DECOLA SEM TEMPO, EM TEMPO DE ESPERANÇA.
DO MAIS LONGÍNQUO SOLO, BERÇO EM QUE NASCESTE
ROÇA SECA, PAU-DE-ARARA, CUIA DE FARINHA,
INFANDO CENÁRIO QUE JAMAIS ESQUECESTE.
A MÃE AFLITA DE OLHAR SERENO,
RESIGNADA ACARICÍA O VENTRE,
GEME DE DOR, ESCOLHE O NOME,
LUÍS INÁCIO, COM ELE SERÁ DIFERENTE.
DORAVANTE UM NOVO RUMO
MAIS UM NA PAULICÉIA DESVAIRADA
LABUTAS E PERCALÇOS CONSTANTES
NÃO AFUGENTARAM O GUERREIRO DA ESTRADA.
SONHOS E AMORES SUFOCOU CALADO,
PERDAS E DORES TAMBÉM,
NEM DE HUMILHAÇÕES FOI POUPADO
PELA FACULDADE QUE NÃO TEM.
ACABRUNHOU A INTELECTUALIDADE
CARREGANDO A BANDEIURA E VESTINDO A CAMISA.
BUSCANDO SEU IDEAL, NÃO SOZINHO MAS AO LADO DE MARISA.
SOBE MENINO A RAMPA É SUA,
QUEBRA O PROTOCOLO Ó INFANTE,
DO ESCRUTÍNIO A OVAÇÃO NAS RUAS
A INAUDITA VITÓRIA CONTAGIANTE.
ASCENDE MENINO PRESIDENTE!
AGORA É LULA LÁ NA ESPLANADA,
DEIXA BRILHAR SUA ESTRELA VIGENTE
SOBRE O BRASIL NOSSA PÁTRIA AMADA.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Continuação do AMA......
Tomada pelo amor incondicional, fazia com que cada dia se tornasse mais ameno naquele ambiente, proporcionando momentos de alegrias afagando-os, inventando brincadeiras, levando ossinhos e ração da melhor para que se sentissem dignos de também serem queridos. Não é fácil tomar uma atitude quando envolve terceiros e era exatamente essa a questão. Apesar do Seu Romeu (assim o chamamos),ser uma pessoa simples e carente não aceitava que eu lhe prestasse uma ajuda para melhorias em seu barraco, e quando a chuva vinha, as goteiras tomavam o lugar dos animais deixando-os sem opção, então os gatos subiam em madeiras encostadas nas paredes e em caixotes que faziam as vezes de móveis, enquanto os cachorros se amontoavam numa cadeira quebrada com uma tábua em cima. Aquela situação não saía da minha mente....DESCONFORTO E SOFRIMENTO!
Eu precisava urgentemente tomar providencias, mas os arranjos encontrados implicaria na pessoa do Seu Romeu e sua moradia a qual não permitia colocar uma telha e também não o fazia ,com isso, mais um dia, mais uma semana, mais um mes se passava e nada de resolução, mas eu sabia que ia dar certo e com certeza a velha máxima de QUE NADA ACONTECE POR ACASO, veio de encontro ao meu ideal e quando desejamos algo verdadeiramente o universo conspira a nosso favor, então de uma forma invasiva pelas forças da natureza tudo aconteceu....Uma chuva torrencial que começara de madrugada e se estendera até a tarde do outro dia destruiu a parte onde os animais pensavam se sentir seguros, minha vizinha e companheira nessa luta tomou coragem e se dirigiu enfrentando água até a cintura, formando corrente com mais dois rapazes, conseguiram tira-los do casebre, porque o seu Romeu já havia saído e deixado os animais na deriva. Os gatos já se encontravam no telhado do casebre, subiram pelos galhos de umas árvores, já os cachorros de porte médio para pequeno ainda se encontravam no mesmo comodo, com água chegando no pescoço, um chegou a sair e fora encontrado numa pedra que servira de patamar. Colocamos os cachorros numa casa ao lado da minha, pois tenho a chave para eventuais situações como esta, pois os donos também gostam de animais e nos permitem tal sensatez, e os gatos ficaram em minha casa imóveis, não sairam do lugar, eu os sequei, os alimentei, mas senti que o estranhamento pelo novo ambiente levaria alguns dias para adaptação, (os coloquei num quarto dos fundos), pois tenho 20 gatos e não daria certo chegar assim de sopetão e deixá-los juntos, seria tortura para todos.....Permaneceram assim até o outro dia, quando a água baixou e os levamos de volta para que ficassem menos estressados apesar do habitat deles estar completamente destruido......E foi a partir daí que tomei as providencias cabíveis para dar início ao AMA, com permissão do Seu Romeu que sentiu que não tinha mais alternativa e teve de abolir a teimosia, pois os animais não tinham mais onde ficar, e a partir de então, o paraíso se fez presente como manisfestação do amor incondicional. Hoje o AMA todo colorido com verde ao redor, muitas árvores, grama, bambuzal e um rio para refrescar e dar charme, reflete a alegria no olhar de gratidão desses seres tão especiais, que pulam, brincam, comem e correm nos encontrar todas as manhãs com lambeijos agradecidos!!!!!
Eu precisava urgentemente tomar providencias, mas os arranjos encontrados implicaria na pessoa do Seu Romeu e sua moradia a qual não permitia colocar uma telha e também não o fazia ,com isso, mais um dia, mais uma semana, mais um mes se passava e nada de resolução, mas eu sabia que ia dar certo e com certeza a velha máxima de QUE NADA ACONTECE POR ACASO, veio de encontro ao meu ideal e quando desejamos algo verdadeiramente o universo conspira a nosso favor, então de uma forma invasiva pelas forças da natureza tudo aconteceu....Uma chuva torrencial que começara de madrugada e se estendera até a tarde do outro dia destruiu a parte onde os animais pensavam se sentir seguros, minha vizinha e companheira nessa luta tomou coragem e se dirigiu enfrentando água até a cintura, formando corrente com mais dois rapazes, conseguiram tira-los do casebre, porque o seu Romeu já havia saído e deixado os animais na deriva. Os gatos já se encontravam no telhado do casebre, subiram pelos galhos de umas árvores, já os cachorros de porte médio para pequeno ainda se encontravam no mesmo comodo, com água chegando no pescoço, um chegou a sair e fora encontrado numa pedra que servira de patamar. Colocamos os cachorros numa casa ao lado da minha, pois tenho a chave para eventuais situações como esta, pois os donos também gostam de animais e nos permitem tal sensatez, e os gatos ficaram em minha casa imóveis, não sairam do lugar, eu os sequei, os alimentei, mas senti que o estranhamento pelo novo ambiente levaria alguns dias para adaptação, (os coloquei num quarto dos fundos), pois tenho 20 gatos e não daria certo chegar assim de sopetão e deixá-los juntos, seria tortura para todos.....Permaneceram assim até o outro dia, quando a água baixou e os levamos de volta para que ficassem menos estressados apesar do habitat deles estar completamente destruido......E foi a partir daí que tomei as providencias cabíveis para dar início ao AMA, com permissão do Seu Romeu que sentiu que não tinha mais alternativa e teve de abolir a teimosia, pois os animais não tinham mais onde ficar, e a partir de então, o paraíso se fez presente como manisfestação do amor incondicional. Hoje o AMA todo colorido com verde ao redor, muitas árvores, grama, bambuzal e um rio para refrescar e dar charme, reflete a alegria no olhar de gratidão desses seres tão especiais, que pulam, brincam, comem e correm nos encontrar todas as manhãs com lambeijos agradecidos!!!!!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
AMA - (Abrigo Metamorfose Ambulante)
Que realização em 2009!!!
Sempre quis que os animais daquele casebre escuro, no fundo do mangue, que dividiam um espaço de chão batido de terra entre tocas de guaiamuns tivessem o mínimo de conforto que dignificasse suas existencias. Era muito triste e eu chorava quando ia alimentá-los porque via serenidade e resignação nos olhinhos deles.....E eram felizes, viviam na companhia de um Sr chamado Romeu de aproximadamente 65 anos, magro, tez amarelada, desnutrido, pés inchados de tanto beber, que literalmente na escuridão do casebre cheirando a fumaça do fogão a lenha, entoava canções melancólicas ora ponteadas por um violão o qual dedilhava com esmero e quando bebia cachaça para espantar a solidão, deixava que um radinho de pilhas animasse o ambiente, e quando eu chegava, presenciava a cena....Todos deitadinhos em buracos cavados na terra (talvez inspirados por guaiamuns), aguardavam a única refeição diária ouvindo o som do rádio sintonizado numa AM onde o falante radialista entre notícias e propagandas, deixava rolar músicas dos anos 70 e me lembro de uma que num mix de saudosismo e compaixão me fez chorar...MEDO DA CHUVA de Raul seixas. Olhei pela fresta duma suposta janela, e chorei ainda mais....Sr Romeu, recostado entre caixas, mala velha,roupas jogadas, utensílios de casa espalhados e de cabeça estirada para trás com a baba escorrendo, havia afogado as mágoas e a solidão numa garrafa de cachaça enquanto quatro cães e tres gatos no enlevo da doce ilusão o esperavam para desfrutar da sua companhia e assim findava o dia e vinha a escuridão total....o breu! Assim os dias se passavam e minha agonia aumentava me colocando no lugar de todos naquele reduto inflado de desgosto e desconforto......(amanhã continuo a história)!!!!!!!!
Sempre quis que os animais daquele casebre escuro, no fundo do mangue, que dividiam um espaço de chão batido de terra entre tocas de guaiamuns tivessem o mínimo de conforto que dignificasse suas existencias. Era muito triste e eu chorava quando ia alimentá-los porque via serenidade e resignação nos olhinhos deles.....E eram felizes, viviam na companhia de um Sr chamado Romeu de aproximadamente 65 anos, magro, tez amarelada, desnutrido, pés inchados de tanto beber, que literalmente na escuridão do casebre cheirando a fumaça do fogão a lenha, entoava canções melancólicas ora ponteadas por um violão o qual dedilhava com esmero e quando bebia cachaça para espantar a solidão, deixava que um radinho de pilhas animasse o ambiente, e quando eu chegava, presenciava a cena....Todos deitadinhos em buracos cavados na terra (talvez inspirados por guaiamuns), aguardavam a única refeição diária ouvindo o som do rádio sintonizado numa AM onde o falante radialista entre notícias e propagandas, deixava rolar músicas dos anos 70 e me lembro de uma que num mix de saudosismo e compaixão me fez chorar...MEDO DA CHUVA de Raul seixas. Olhei pela fresta duma suposta janela, e chorei ainda mais....Sr Romeu, recostado entre caixas, mala velha,roupas jogadas, utensílios de casa espalhados e de cabeça estirada para trás com a baba escorrendo, havia afogado as mágoas e a solidão numa garrafa de cachaça enquanto quatro cães e tres gatos no enlevo da doce ilusão o esperavam para desfrutar da sua companhia e assim findava o dia e vinha a escuridão total....o breu! Assim os dias se passavam e minha agonia aumentava me colocando no lugar de todos naquele reduto inflado de desgosto e desconforto......(amanhã continuo a história)!!!!!!!!
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